Praça do Rink – disposição dos elementos na praça

Mais uma vez, recorremos às informações compartilhadas no “Grupo História de Niterói”, no Facebook, para trazer alguns aspectos interessantes sobre a estatutária do antigo Largo da Memória, conhecido, na boca do povo, como praça do Rink. O texto é do colaborador Fábio Rangel:

“Em 1819, atendendo aos apelos da população, o rei Dom João VI, que costumava passar temporadas de férias no bairro de São Domingos, elevou a região da Banda D´Além à condição de vila. No ano seguinte, foi feito um plano de arruamento da cidade, transferindo a sede da vila e a Câmara para um bairro vizinho à sede de então, o bairro de São Domingos, para o bairro do Arraial da Praia Grande, o atual Centro, ordenando o centro da cidade em ruas segundo uma disposição quadriculada que se mantém até hoje – sendo o primeiro planejamento urbano de uma cidade brasileira. O projeto era da autoria do francês Arnaud Julien Pallière e do major engenheiro brasileiro Antônio Rodrigues Gabriel de Castro.

O plano dispunha o Centro da Vila com duas grandes praças ou largos, paralelos e equidistantes. Em um ficaria o rossio, conhecido como Largo São João (atual Jardim São João) e o outro o Largo do Pelourinho, onde atualmente fica o antigo prédio da prefeitura. No rossio se construiria a igreja matriz (a Catedral de São João Batista, inaugurada em 1854, na presença do imperador Dom Pedro II) e a Casa da Câmara e Cadeia, construída em 1824 e demolida e substituída em 1914 pelo Paço Municipal de Niterói, no Largo de São João, obedecendo ao planejamento urbanístico de Pallière.

Em 1847, o imperador Dom Pedro II inaugurou na atual Praça do Rink o Chafariz da Memória, cujo nome prestava homenagem a memória do Rei Dom João VI, frequentador da cidade e que a elevara a condição de vila, passando a Praça também a ser conhecida como Largo da Memória.”

O texto vem seguido de alguns comentários, dos quais destacamos os do Centro de Memória Fluminense, da UFF, e de Emmanuel de Macedo Soares:

CMF: “Os leões ainda estão lá…”

EMS: “As estátuas das quatro estações também continuam lá. Projeto artístico/urbanístico do tão esquecido Modestino Kanto (1889-1966), executado pelo prefeito Feliciano Sodré. Deu motivo a muitas críticas na época, porque de fato era muita massa estatuária para pouca praça. A oposição ao prefeito dizia que ele construiu um cemitério no coração da cidade.”

A seguir, algumas fotos da praça, datadas de 1913:

Este texto foi apresentado na reunião do Rotary Niterói Icaraí, em 7/6/2017.


 

 

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