‘Natal na Rua’ emociona duas mil pessoas no Centro

‘Natal na Rua’ emociona duas mil pessoas no Centro

Mais de duas mil pessoas acompanharam e se emocionaram com o tradicional “Natal na Rua”, realizado em frente ao Teatro Municipal de Niterói, na segunda-feira (06). O evento, que está na sua 20ª edição, contou com a apresentação da Orquestra e do Coral do Programa Aprendiz, da Banda Municipal Santa Cecília, do grupo Bloody Mary, além dos artistas do coletivo ‘Anjos Pernaltas’ e do Papai Noel da cidade.

O Coral e a Orquestra Sinfônica Aprendiz, com cerca de 100 coralistas e 50 instrumentistas, abriram a noite com temas como “Semente do Amanhã” (Gonzaguinha), “Rapsódia Niteroiense” (Eduardo Louro) e “Noite Feliz”.

Em seguida, entrou em cena a Banda Santa Cecília, com seus 20 músicos distribuídos pelas janelas do histórico teatro para mostrar composições como “Frosty The Snowman” (Steve Nelson / Walter Rollins) e “White Christmas” (Irving Berlin).

Para encerrar a noite, em clima de muita animação e emoção, houve a chegada do Papai Noel, com sua mensagem natalina, seguido do grupo niteroiense Bloody Mary, que comandado pela vocalista Mariana Oliveira, colocou o público para cantar e dançar, com uma seleção especial de músicas, como: “Jingle Bell Rock”, “Hallelluya”, “Silent Night” e “Happy”.

Um dos maiores entusiastas do evento, o Secretário Municipal de Cultura, Marcos Gomes, ressaltou que o Natal na Rua já faz parte do imaginário da população niteroiense.

“Aqui, tradicionalmente, começa o clima e a beleza do Natal em Niterói”, destacou Gomes.

O Natal na Rua, que já foi assistido por mais de 350 mil pessoas, nos últimos anos, é uma realização da Prefeitura de Niterói, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Arte de Niterói – FAN, e em parceria com Plaza Shopping.

 

(Fonte: Folha de Niterói , 10 de novembro de 2017)

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CULTURA EM NITERÓI: Cinema brasileiro terá museu interativo

CULTURA EM NITERÓI: Cinema brasileiro terá museu interativo

Depois do MAC, já consagrado como cartão-postal internacional, Niterói se prepara para ter um dos mais modernos museus interativos do país

Imagem de como será o salão principal do museu, que vai juntar história e modernidade – Divulgação

Depois do MAC, já consagrado como cartão-postal internacional, Niterói se prepara para ter um dos mais modernos museus interativos do país. O Museu do Cinema Brasileiro, planejado no início dos anos 2000 mas esquecido por 15 anos, já está com projeto pronto e, o mais importante, agora tem dinheiro para ficar de pé.

O museu vai funcionar no segundo piso do Rolo, prédio anexo ao Reserva Cultural — também desenhado por Oscar Niemeyer — e única parte do complexo que não foi ocupada. O dinheiro veio de uma emenda de R$ 1,5 milhão do deputado federal Chico D’Angelo, assinada dias atrás, três semanas depois da visita do ministro da Cultura, Sérgio Sá Leitão, a Niterói.

Sá Leitão, que foi diretor do Ancine e presidente da RioFilme, ficou encantado com o projeto. O museu é todo interativo e é inevitável a comparação com os geniais museus do Futebol e da Língua Portuguesa, ambos em São Paulo.

Um vídeo de pouco mais de três minutos, em 3D, passeia pelo espaço e antecipa o que o público poderá ver. O prédio, em formato redondo, terá uma grande sala no centro e dezenas de telas com trechos de filmes, galeria de personagens, cartazes e linha do tempo da história do cinema, em que o público poderá selecionar as produções por década.

Em volta do salão principal, há salas de exibição, simulação de sets de filmagem, câmeras usadas em diferentes épocas e ilhas de edição, tanto da era digital quanto de antigamente. Há ainda salas sobre curtas-metragens e documentários. Em todos os espaços, a ideia é que o público interaja e se sinta participando da produção de um filme.

Nos próximos meses, a prefeitura vai lançar a licitação para as obras do museu. Paralelamente, um conjunto de medidas, em parceria com o Ministério da Cultura, pretende estimular o setor audiovisual na cidade. Entre elas está o incentivo para que Niterói seja usada como locação para produções nacionais e internacionais.

(Fonte: O Globo, via Blog do Axel Grael, 18/8/2017)

Este texto foi apresentado na reunião do Rotary Niterói Icaraí, em 1/11/2017.

 

 

História do Carnaval em Niterói

História do Carnaval em Niterói

Por Sávio Soares de Sousa

Inicialmente, o chique era passear de bonde, para ver o povo brincar, e assistir ao desfile das grandes sociedades. Depois vieram o corso, as batalhas de confete, o samba nas ruas e calçadas.

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Batalha de confetes. Foto: Manuel Fonseca, década 1940.

 

Com o correr do tempo, a alegria maior, transferia-se para os salões.

No início do século passado, em Niterói, os clubes fretavam bondes especiais, para que as famílias de seus sócios passeassem nesta cidade. Havia o CLUBE DOS ESTRANGULADORES, que tinha sede na Rua de São João, o CLUBE INTERNACIONAL, que tinha sede em São Domingos. OS FURRECAS DO BARRETO… Uma infinidade de blocos: os “DESEMPENADOS DAS CANELAS”, os “ARARAS”, os “FILHOS DO BRASIL”, o ”ESTRELA DE OURO”, os “AMANTES DO CUPIDO”, o “SOL BRILHANTE”, o “PRAZER DO BELO SEXO”, “CORAÇÃO DE OURO”, os “FILHOS DE VULCANO”…

Na segunda-feira de Carnaval desfilavam os préstitos. Precedendo os carros alegóricos, vinha a comissão de batedores, em cavalos puro-sangue fornecidos pelo Exército. Em seguida, a Banda de Clarins. Depois os carros, verdadeiras obras de arte, com alegorias deslumbrantes. Num trono riquíssimo, cercado de lindas mulheres, o Rei do Carnaval. Sentada sobre um globo, uma senhorita atirava beijos à multidão que a aplaudia. Versos eram distribuídos ao povo, em papeizinhos volantes:

O povo niteroiense
esquecer deves o mal
e na sorte ninguém pense
no dia do Carnaval,

Aceita, Niterói querida
que progrides sem igual
a homenagem bem merecida,
do Clube Internacional.

“Vinham depois os carros da crítica. Aqui, um açougueiro protestando contra a má qualidade da carne que lhe era fornecida para ser vendida a setecentos réis o quilo. Adiante, numa alusão à Câmara Municipal, um cofre vazio, de dentro do qual surgia um leiloeiro, “torrando” tudo quanto podia. Encerrava o cortejo um atordoante “Zé-Pereira”.
– Zé-Pereira…Bum… Bum…
Foi assim o carnaval de 1904

“ZÉ-PEREIRAS”! Mas o que é isso? – Em todo o Brasil, mas sobretudo no Rio de Janeiro, havia o costume de se prestar homenagem galhofeira a notórios tipos populares de cada cidade ou vila do país durante os festejos carnavalescos. O mais famoso tipo carioca foi o sapateiro português chamado José Nogueira de Azevedo Paredes. Segundo o historiador Vieira Fazenda, foi ele o introdutor, em 1846, do hábito de animar a folia ao som de zabumbas e tambores muito grandes, em passeatas pelas ruas, como se fazia em Portugal. Esse bumbos eram denominados “Zé-pereira”

(Fonte: http://musicabrasilis.org.br/, via página “Ponta d’Areia no Facebook)