Revitalização do Mercado Municipal: mais um capítulo

Revitalização do Mercado Municipal: mais um capítulo

A revitalização do Mercado Municipal de Niterói voltou às páginas dos periódicos e também à página da Prefeitura de Niterói na internet, trazendo mais algumas novidades sobre esse assunto:

Prefeitura lança edital para revitalização do Mercado Municipal

19/10/2017 – A Prefeitura de Niterói lançou nesta quinta-feira (19/10) o edital da licitação para a revitalização, implantação, manutenção e gestão do Mercado Municipal Feliciano Sodré, no Centro. No dia 12 de dezembro será a concretização do processo licitatório. A empresa vencedora da concessão deverá fazer a reforma do prédio, mantendo os aspectos arquitetônicos da fachada, no prazo de um ano, além de revitalizar o entorno, com a construção de uma praça, centro cultural e de edifício garagem com 300 vagas, em dois anos.

O investimento privado será de aproximadamente R$ 69 milhões e não haverá contrapartida do Município. A estimativa é que a primeira etapa da obra comece no início de 2018 e seja entregue em 2019. A concessão será de 25 anos.

A área tem cerca de 9.700 metros quadrados – destes, 3.662 metros quadrados pertencem ao prédio do Mercado Municipal que contará com um pavimento principal, com delicatessens, restaurantes, quiosques de flores, de artesanato e alimentos, entre outros produtos.

“O Mercado Municipal é um dos projetos estruturadores do segundo ciclo do planejamento estratégico Niterói Que Queremos. A Prefeitura está buscando parcerias no setor privado para realizar grandes projetos na cidade e o mercado promoverá uma revitalização completa na área, além de movimentar a economia da região gerando centenas de emprego no município”, explica a secretária de explica a secretária de Planejamento, Modernização da Gestão, Orçamento e Controle, Giovanna Victer, que apresentou o projeto.

A secretária lembrou todo o processo da elaboração do projeto para a concessão de obra pública, desde o lançamento do procedimento de manifestação de interesse (PMI) para o estudo da reestruturação do espaço e sua exploração econômica até a escolha do projeto e lançamento do edital.

Giovanna destacou que a concessionária se remunerará exclusivamente a partir da receita gerada pelo Mercado e que o município terá uma outorga fixa mínima garantida, que poderá crescer conforme o sucesso do empreendimento, limitados a 6% do faturamento. O maior valor de outorga é o critério da escolha da concessão.

“O objetivo é que o Mercado Municipal seja uma referência no estado, com produtos oriundos de cidades do interior. Não será uma série de lojas e sim uma experiência gastronômica e de lazer. O mercado é uma estratégia alternativa para o desenvolvimento econômico da cidade, geração de empregos e estímulo ao turismo”, pontua o secretário municipal de Desenvolvimento Econômico, Indústria Naval e Petróleo e Gás, Luiz Paulino Moreira Leite.

Também participaram do lançamento do edital o presidente da Câmara, Paulo Bagueira, o deputado estadual Waldeck Carneiro, os secretários Axel Grael (Executivo) e Fabiano Gonçalves (Administração), e a coordenadora do Núcleo de Gestão Estratégica, Gláucia Macedo, além de outras autoridades do município.”

(Fonte: Prefeitura Municipal de Niterói, via Blog do Axel Grael)

Este texto foi apresentado na reunião do Rotary Niterói Icaraí, em 25/10/2017.

 

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Após mais de 40 anos, Mercado Municipal está perto do retorno

Após mais de 40 anos, Mercado Municipal está perto do retorno

Notícia publicada no jornal O Fluminense de 12 de julho de 2017 traz notícias animadoras sobre um imóvel antigo localizado no centro de Niterói e que chama a atenção de quem passa pela praça Renascença. É o antigo Mercado Municipal. Senão, vejamos:

Projetos devem ser entregues até 18 de agosto e escolha acontece em setembro, segundo a prefeitura

Através de ato oficial, a Prefeitura de Niterói informou o adiamento, até o dia 18 de agosto, do prazo para apresentação dos estudos técnicos necessários para a reforma, revitalização e exploração econômica do Mercado Municipal Feliciano Sodré, no Centro da cidade. Essa é uma das fases iniciais da iniciativa, que ainda terá, posteriormente, licitação para escolher a empresa que vai executar o projeto e obras. O prazo máximo da reforma, que será feita através do regime de Parceria Público-Privada, é de dois anos.

De acordo com o edital apresentado pela Secretaria Municipal de Planejamento, Modernização Da Gestão e Controle, os estudos técnicos deverão apresentar o arranjo institucional que melhor atenda ao interesse público e um diagnóstico da situação atual em toda a área de abrangência do projeto. Com a alteração no prazo, os interessados ganharam cerca de um mês a mais para entrega dos estudos. A empresa que será posteriormente escolhida para administração do mercado terá que investir aproximadamente R$ 20 milhões.

De acordo com a Prefeitura, a mudança no prazo foi feita por conta da complexidade do mesmo, que deve contemplar, dentre outros objetos, um projeto conceitual de arquitetura e urbanismo, contendo projeto de paisagismo e acessibilidade; um estudo de viabilidade econômico-financeiro que demonstre a vantagem da forma de contratação escolhida para o Município e seus munícipes; bem como um estatuto jurídico regulatório. A escolha do projeto deverá acontecer em meados de setembro.

A promessa de revitalização do Mercado é antiga. Em 2015, as licenças necessárias para o início das obras chegaram a ser entregues, em julho, ao subsecretário estadual de Obras da época. A promessa era de que as intervenções começariam no segundo semestre do mesmo ano. A previsão era de investimento de cerca de R$ 11 milhões na reforma planejada, através do Programa Nacional de Desenvolvimento do Turismo (Prodetur).

O Mercado Municipal Feliciano Sodré foi construído entre 1927 e 1930. Desativado em 1976, o imóvel passou a abrigar o Depósito Público Estadual a partir da década de 1980. Sua infraestrutura compõe o conjunto arquitetônico da Região Portuária de Niterói. O edifício, com traços de art déco e da arquitetura neoclássica, localiza-se na Avenida Feliciano Sodré, entre a Rua Presidente Castelo Branco e a Avenida Washington Luiz.”

Mas esse fato não é recente. Já há notícias sobre um projeto de revitalização do Mercado desde 2014, como esta aqui.

Mais matérias sobre esse assunto:

 

 

A Fábrica de Tintas Paris

A Fábrica de Tintas Paris

Hoje vamos falar sobre um capítulo bem interessante num bairro que ainda não mencionamos nas nossas pesquisas: o bairro é São Francisco e o capítulo a fábrica de tintas Paris. Reproduzimos, a seguir, trechos de um texto sobre a fábrica, colhidos na internet e no Grupo de História de Niterói, no Facebook. Esse texto foi apresentado em uma das reuniões do Rotary Niterói Icaraí, em abril de 2017:

“Foi a mais antiga indústria de tintas no Brasil e sobre a sua história, temos que resgatar suas origens, que vem de Paris.

Havia uma empresa que se chamava Roumeau & CIE e que estava instalada lá desde o início do século. Essa fábrica queria abrir uma filial no Brasil. Por isso eles escolheram um local à beira mar, pela então conveniência de uso de barco para receber e despachar suas tintas.

Em 1914, montou em Niterói, com frente para o mar de São Francisco, uma filial que embalava tintas e secantes que ainda eram importadas. Chamava-se Fábrica de Tintas Paris.

Para que essa fábrica no Brasil desse certo, a Roumeau & CIE enviou dois franceses para cuidar da mesma. Seus nomes eram: Barbouillon e Chadron. Inicialmente, a empresa funcionava apenas como empacotadora dos produtos importados.

Com a primeira Guerra Mundial, a indústria, que era uma simples embaladora dos produtos recebidos da França, passou a fabricar tudo em Niterói. Nessa época entraram ainda incipientes os jovens Armando Edouard Lamoure e Jorge Chevalier Filho, que poucos anos depois (com a crise pós-guerra os franceses se retiraram) adquiriram a indústria, desligando-a de Paris. A partir disso, a fábrica sempre permaneceu em mãos da família.

Em 1953-54 com a mudança havida nos sistemas de transportes que passou a ser quase todo rodoviário, transferiu-se a fábrica para Jacareí, SP, devido à facilidade de ligação rodoviária aos centros de São Paulo e Rio de Janeiro e também a outras regiões do país, integrando nessa ocasião o sócio-proprietário, o Sr. Harold Barnsley Holland* (foto), bem como sua esposa Arlette, filha de Armando Lamoure, e seus filhos. Nessa ocasião resolveu-se mudar o nome da indústria. Para manter a imagem da marca, que sempre teve como brasão uma coroa em forma de um castelo, decidiu-se pelo nome de Fábrica de Tintas Castelo Ltda.”

A Fábrica de Tintas Castelo se instalou na antiga fábrica de meias Cidinha, em Jacareí.

Nos comentários dessa postagem no grupo, um dos membros relatou que no início da década de 1980, um colega foi morar no Condomínio Jardim Paris, no final da Fróes e ouviam de um senhor já bem idoso que trabalhava no local, que de fato ali havia existido uma fábrica de tintas. Ele inclusive lembrava que a produção era escoada de barco e que os funcionários chegavam de bonde para trabalhar. É provável que o condomínio tenha esse nome em homenagem à fábrica que lá existiu.

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Em 1955 Sr. Harold resolve incorporar a fábrica de Gomadeiras de rótulos CHP, que até então eram importados dos Estados Unidos, iniciando, assim, na unidade de Jacareí a produção de Gomadeiras, no começo, atendendo principalmente aos laboratórios. Com o passar do tempo a Gomadeira firmou-se como de utilidade em vários outros segmentos industriais, tais como: indústria alimentícia, bebidas, gráficas, etc.

Os principais produtos da Fábrica de Tintas Castelo, desde os tempos de sua instalação no Brasil, continuaram sendo as tintas imobiliárias em pó, que eram vendidas para todos os estados do país, desde o Rio Grande do Sul ao Amazonas. Para o Sr. Harold Holland, a principal qualidade de seus produtos, e isso ele fazia questão de destacar, era a tradição adquirida ao longo de seus 50 anos de experiência nesse ramo.

“Essa experiência nos permite oferecer ao consumidor brasileiro (que diga-se de passagem, é muito exigente) um produto de alta qualidade a um preço baixo, acessível as camadas mais populares, que são o nosso público alvo” dizia o Sr. Holland.”

Em julho de 2015, a fábrica foi destruída por um incêndio de grandes proporções, estando, atualmente, à venda o que restou das suas instalações.

(Fontes: Grupo História de Niterói, Diário de Jacareí, Construção Shopping)

* Harold Barnsley Holland nasceu em 13 de junho de 1912, na Gávea, Rio de Janeiro. Filho de imigrantes americanos e ingleses, passou a residir em Jacareí em 1956, quando assumiu a gerência da Fábrica de Tintas Castelo, […] da qual, posteriormente, passou a ser proprietário. Casou-se com Arlette Lamoure Holland, com quem teve três filhos, oito netos e dois bisnetos. Estudou no Colégio Mackenzie, em São Paulo.
Foi membro da Associação Paulista de Imprensa, da Ordem dos Velhos Jornalistas e da Federação da Indústria de São Paulo, tendo sido nomeado representante da CIESP em Jacareí. Ativista na sociedade de Jacareí, foi membro do Lions Clube, físico/fundador do Clube de Castores de Jacareí, irmão da Santa Casa de Misericórdia e membro de diversas outras instituições. Era um ecologista quando ainda não se falava em preservação do meio ambiente. Trabalhou até os 95 anos de idade e faleceu em julho de 2013, com 101 anos.